Docentes enviam requerimento à CGA para acelerar reinscrição

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) vai enviar um requerimento à Caixa Geral de Aposentações (CGA) para tentar acelerar os processos de reinscrição dos docentes naquele regime, que é mais favorável do que o da Segurança Social.

© D.R.

O SIPE não desiste dos professores que tentaram sem sucesso a transferência da Segurança Social para a CGA e hoje anunciou que irá enviar um novo requerimento, tendo por base as decisões judiciais que deram razão às pretensões dos docentes.

“Este requerimento tem como finalidade tentar imprimir maior celeridade na reinscrição”, já que o único método possível atualmente é através da Escola, revelou a presidente do sindicato, Júlia Azevedo, acrescentando que em “muitos casos os pedidos demoram a tramitar”.

A decisão de enviar um requerimento à CGA surge na sequência de várias decisões judiciais que têm dado razão aos trabalhadores que pedem para regressar para aquele regime, que é mais vantajoso, nomeadamente nas baixas médicas.

Em outubro do ano passado, o SIPE anunciou o resultado da ação coletiva que pedia o direito de reinscrição de todos os seus associados na CGA, à qual o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto deu razão.

O SIPE aguarda agora que a ação possa vir a ser também confirmada pelo Tribunal Central Administrativo do Norte.

“Para continuar a defender os interesses e os direitos dos nossos associados nesta matéria, (…) elaborámos este requerimento para enviar diretamente para a CGA. No fundo, o que pretendemos é tentar garantir uma maior rapidez nesta reinscrição, porque o SIPE, como sindicato independente que é, continuará a defender inequivocamente todos os seus associados”, explicou Júlia Azevedo.

A professora lembrou ainda que o acesso à CGA “tem-se revelado um autêntico martírio para um grande número de docentes” que viu o seu vínculo “retirado de forma ilegal” e que há já várias “decisões proferidas por Tribunais Superiores que reinscreveram trabalhadores da função pública”, alguns deles, docentes.

Para a presidente do SIPE, “seria deveras injusto que um docente, cujo contrato foi unilateralmente terminado pelo Ministério da Educação e, após inscrição no fundo de desemprego ter trabalhado noutra área para proceder ao seu sustento e o da família, ao regressar à docência não possa obter a reinscrição na CGA”.

Últimas do País

Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo um inquérito divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) cumpre hoje um dia de greve e uma manifestação junto à cadeia do Porto, por entender que a portaria sobre carreiras está aquém do negociado.
Três suspeitos escaparam antes da operação da Polícia Judiciária. Um terá conseguido quase 200 mil euros e outro transferiu cerca de 40 mil euros para contas no Brasil. Nove arguidos estão a ser julgados em Cascais.
Uma aterragem inesperada numa herdade em Serpa está a ser investigada pelas autoridades. O piloto terá pedido aos trabalhadores que não chamassem a polícia, abandonou o local de táxi e deixou uma carteira com documentos e dois mil euros.
Quase 13 mil residências foram alvo de furto num único ano. PSP e GNR registaram, em conjunto, uma média superior a 35 ocorrências por dia, apesar de os números terem descido face ao ano anterior.
O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.