CHEGA rejeita qualquer acordo com Montenegro enquanto “não houver transparência”

André Ventura critica a falta de explicações por parte de Montenegro e a sua posição contra acordos sem “transparência”.

© RTP/Pedro Pina

O Presidente do CHEGA recusou qualquer entendimento com Luís Montenegro, afirmando que “nunca será nunca” enquanto não houver “clareza e transparência” quanto à situação financeira do primeiro-ministro. A declaração foi feita no primeiro de oito debates eleitorais do CHEGA com os partidos com assento parlamentar, marcados para este mês, frente à porta-voz do PAN, Inês Sousa Real.

Cenários de governabilidade estiveram em destaque, com André Ventura a criticar a falta de explicações por parte de Montenegro e a posicionar-se contra acordos sem “transparência”.

No debate, Ventura acusou o PAN de ser “muleta do PS e do PSD”, de apoiar “a corrupção de Miguel Albuquerque na Madeira”, e de ser um partido “contra o progresso”, “radical e ideologicamente vazio”.

Também criticou a política do PAN em relação à imigração, alegando que promove uma “invasão de imigrantes e bandalheira”.

Ainda assim, houve dois pontos de convergência entre os dois líderes: a defesa de que a violação deve ser considerada crime público, sem possibilidade de pena suspensa, e a crítica ao abate de animais segundo normas religiosas.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".
O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".
O Presidente do CHEGA voltou a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e a intervenção do Presidente da República, considerando que as polémicas com Luís Neves estão a levar a uma "degradação da autoridade do Estado".
A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.