Ventura diz que falou com Montenegro sobre órgãos externos e havia acordo

O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.

© Folha Nacional

“Eu já tinha falado com o primeiro-ministro sobre este tema, quer dizer, não há acordos sem que os líderes dos partidos falem. Aliás, o que tínhamos há uns dias era um acordo, que só não se levou avante por incompreensão, teimosia e casmurrice do Partido Socialista”, disse.

O presidente do CHEGA falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após ser recebido pelo Presidente da República, António José Seguro.

André Ventura disse que “havia um acordo até à última hora”.

“O Partido Socialista desmente isto. Eu tenho todas as indicações para levar a sério, neste caso, a palavra que nos foi transmitida, quer pelo primeiro-ministro, quer pelo PSD, de que foi isto que aconteceu. De que, inclusivamente, o Dr. José Luís Carneiro não quer ir na lista do Conselho de Estado conjunta porque vai atrás de mim na lista”, referiu.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reuniram-se na quarta-feira ao final da tarde para discutir o impasse nas eleições para os órgãos externos do parlamento.

Nenhum dos dois falou aos jornalistas mas, mais tarde, em entrevista à SIC, José Luís Carneiro disse que foi uma “conversa franca e clara”, mas “não foi conclusiva”.

Últimas de Política Nacional

Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.
O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.
A Entidade para a Transparência (EpT) esclareceu hoje que aguarda a notificação dos acórdãos do Tribunal Constitucional (TC) para publicar a lista de clientes da Spinumviva e garantiu que aplicará o mesmo procedimento a outros titulares em situação idêntica.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS de bloquear as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República e de recusar que o seu partido indique um nome para o Tribunal Constitucional.