TAP: Presidente executiva ouvida no parlamento na quarta-feira a pedido do CHEGA

© Facebook /Tap

A presidente executiva da TAP vai ser ouvida no parlamento na próxima quarta-feira, na sequência do requerimento potestativo (de caráter obrigatório) apresentado pelo CHEGA, para dar explicações sobre a indemnização paga à antiga secretária de Estado.

De acordo com a agenda da Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, disponibilizada no ‘site’ do parlamento, a audição de Christine Ourmières-Widener está marcada para dia 18 de janeiro, às 10:30.

Na segunda-feira, o presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou que o partido iria chamar ao parlamento a presidente executiva da TAP, obrigatoriamente, para explicar a indemnização de Alexandra Reis, depois de o PS ter rejeitado a proposta de audição num primeiro momento.

“O CHEGA considera que é chegado o momento de requerer potestativamente audição à exma. presidente da Comissão Executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, para que finalmente consiga a Assembleia da República alcançar a verdade que tanta falta faz para dissipar a névoa que envolve toda esta novela”, lê-se no requerimento divulgado pelo partido naquele dia.

Também o ministro das Finanças, Fernando Medina, esteve na sexta-feira na Assembleia da República a dar explicações sobre o caso da indemnização de meio milhão de euros paga à antiga secretária de Estado Alexandra Reis, que levou à demissão do ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e a uma remodelação no Governo.

Na quarta-feira, num debate parlamentar, o primeiro-ministro considerou que a ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis violou o estatuto do gestor público quando foi nomeada para a Navegação Aérea de Portugal (NAV) e não devolveu parte da indemnização que tinha recebido da TAP.

O PS já indicou que vai viabilizar uma comissão de inquérito parlamentar sobre a TAP.

Últimas de Política Nacional

O parlamento decidiu por unanimidade hoje suspender os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a próxima semana, devido à segunda volta das eleições presidenciais.
PSD e CDS reprovaram hoje uma resolução do CHEGA para que o Governo agisse no sentido de impor a toda a rede consular portuguesa "informação clara e atualizada" visando facilitar o voto nas eleições presidenciais.
O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.
Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.
André Ventura arranca a campanha no terreno, em zonas fustigadas pelo mau tempo, prometendo proximidade às populações e um choque frontal com o discurso da estabilidade defendido pelo adversário.
O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.
A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.