CHEGA/Açores questiona IRAE sobre especulação nos preços

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O deputado do CHEGA/Açores no parlamento regional questionou hoje a Inspeção Regional das Atividades Económicas (IRAE) sobre o que tem feito para fiscalizar as margens de comercialização e vendas de bens alimentares na região.
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional dos Açores, José Pacheco, também líder do partido na região, considera que se torna “cada vez mais necessário avaliar, fiscalizar e monitorizar os preços praticados no mercado de forma a evitar a especulação na venda dos produtos”.

Citado em nota de imprensa, o deputado questiona se houve lugar à aplicação de contraordenações nos casos em que foram detetadas irregularidades e em que ilhas dos Açores tal aconteceu.

José Pacheco quer saber se a região tem delineada alguma estratégia para a deteção de práticas especulativas no arquipélago face ao aumento dos preços das matérias-primas, bem como dos combustíveis, “que se têm refletido, há muitos meses, no aumento dos preços dos bens alimentares e causado uma subida galopante dos preços dos bens alimentares ao consumidor”.

De acordo com o parlamentar, a “contínua subida dos preços dos bens alimentares está a deixar muitas famílias açorianas sem capacidades económicas para viverem com as devidas condições de dignidade e mesmo sem condições para suportarem todas as despesas familiares, incluindo as alimentares”.

José Pacheco não duvida que “possa haver quem se esteja a aproveitar da situação que se vive atualmente para aumentar os preços dos bens essenciais”, defendendo ser “preciso clarificar e acompanhar toda esta situação e punir quem se esteja a aproveitar dos açorianos”.

Últimas de Política Nacional

André Ventura deixou esta sexta-feira um desafio direto ao Partido Socialista: apoiar as propostas do CHEGA para baixar os impostos sobre os combustíveis e a aprovar o IVA Zero no cabaz alimentar. O líder do partido acusa o PS de “hipocrisia” e avisa que um chumbo deixará os socialistas sem argumentos depois das posições assumidas durante o verão.
Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.