Violência doméstica. Quase 7 mil queixas e cinco mortes no 1.º trimestre

Quase sete mil queixas por violência doméstica foram registadas no primeiro trimestre do ano, mais 3,7% do que em igual período de 2022, segundo dados hoje divulgados, que apontam para uma descida do número de homicídios.

Segundo o portal da violência doméstica, publicado na página da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), entre janeiro e março ocorreram cinco homicídios em contexto de violência doméstica, menos três do que no mesmo período do ano passado.

Dos cinco mortos, três eram mulheres, uma era criança e outro era homem.

Segundo o portal, a PSP e a GNR registaram 6.986 queixas por violência doméstica nos três primeiros meses do ano, enquanto no mesmo período do ano passado se tinham verificado 6.732 denúncias.

Em 2022, as queixas por violência doméstica registaram o valor mais elevado dos últimos quatro anos, com as polícias a contabilizarem 30.389 ocorrências no ano passado.

O portal, que publica trimestralmente estatísticas relativas aos crimes e homicídios voluntários em contexto de violência doméstica, indica também que estavam detidos por este crime 1.275 pessoas, 293 das quais em prisão preventiva e 983 em prisão efetiva, registando também um aumento do número de detidos face ao mesmo período de 2022 (mais 116).

De acordo com os dados, 1.139 arguidos estavam, entre janeiro e março, a cumprir medidas de coação no âmbito do crime de violência doméstica, 894 dos quais em vigilância eletrónica, um aumento de 180 face a igual período de 2022.

Um total de 2.387 pessoas estavam, no final de março, integradas em programas para agressores, 108 dos quais em meio prisional e 2.279 na comunidade.

Segundo a CIG, no primeiro trimestre do ano foram transportadas 313 vítimas e foram aplicadas 4.747 medidas de proteção por teleassistência no âmbito do crime de violência doméstica.

Os dados indicam ainda que 804 mulheres, 693 crianças e 15 homens, num total de 1512, foram acolhidos na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.

Últimas do País

Diretora de Medicina Interna demite-se e responsável pela Urgência ameaça sair se não melhorarem as condições para tratar os doentes.
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
Dois episódios de violência grave, registados em poucos dias, levaram a PSP a mobilizar pelo menos 30 elementos do Corpo de Intervenção para reforçar a segurança numa das zonas mais turísticas de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal.
Suspeitos terão regressado ao local depois de uma luta com intenção de concretizar uma ameaça. Polícia intercetou o grupo e apreendeu uma arma artesanal de calibre 9 mm, carregada e municiada.
Os resultados dos pedidos de reapreciações dos exames nacionais da 2.ª fase serão conhecidos a 14 de setembro, por decisão do Governo que decidiu adiar a divulgação das notas para acautelar as férias de todos os professores.
Suspeito aparentava estar alcoolizado quando a PSP foi chamada a intervir. Mulher sofreu ferimentos na cabeça e foi transportada para o hospital. Um agente também ficou ferido durante a ocorrência.
Criança terá sido impedida de sair e conseguiu pedir socorro aos familiares. Suspeito foi detido pela GNR e acabou em liberdade.
Suspeitos, de 37 e 42 anos, são apontados pela PJ como autores de quatro roubos cometidos em menos de duas semanas. Um ficava no motociclo enquanto o outro, de capacete e armado, entrava nos estabelecimentos e exigia o dinheiro das caixas registadoras.
O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Arouca tinha hoje de manhã quatro frentes ativas, levando a proteção civil a dar algumas indicações de proteção a duas aldeias, disse à Lusa fonte da proteção civil.
Clóvis Abreu, absolvido do homicídio do agente da PSP Fábio Guerra, mas condenado por outros crimes no mesmo processo, acusa André Ventura de difamação agravada, discriminação e incitamento ao ódio. É já a segunda queixa apresentada pelo recluso contra o líder do CHEGA.