CHEGA pede audição urgente de ex-diretor de Ginecologia de Santa Maria

© Folha Nacional

O grupo parlamentar do CHEGA requereu  a audição na comissão de Saúde, com caráter de urgência, do ex-diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital da Santa Maria, e da diretora de Obstetrícia.

Além de Diogo Ayres de Campos e Luísa Pinto, que foram demitidos na segunda-feira, o partido, no requerimento a que a Lusa teve acesso, pede também a audição da presidente do Conselho de Administração do mesmo hospital, Ana Paula Martins.

No documento, o CHEGA  justifica o pedido de audição para esclarecer as preocupações “recentemente trazidas a público” por médicos do serviço de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia/Bloco de Partos (UOG/BP) do Hospital de Santa Maria sobre o plano para a resposta de Obstetrícia e Ginecologia.

Na segunda-feira o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) divulgou a decisão de afastar a direção do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina de Reprodução (que inclui Diogo Ayres de Campos e a diretora de Obstetrícia, Luísa Pinto).

Na altura, o CHLN alegou que a direção deste departamento tem vindo assumir posições que, “de forma reiterada, têm colocado em causa o projeto de obra e o processo colaborativo com o Hospital São Francisco Xavier, durante as obras da nova maternidade do HSM [Hospital Santa Maria]”.

O que está previsto é que enquanto o bloco de partos do hospital de Santa Maria estiver fechado para obras – nos meses de agosto e setembro – os serviços fiquem concentrados no Hospital S. Francisco Xavier (Centro Hospitalar Lisboa Ocidental), que encerrava de forma rotativa aos fins de semana e, a partir de 01 de agosto, volta a funcionar de forma ininterrupta sete dias por semana.

A demissão da direção do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina de Reprodução surgiu depois de mais de 30 médicos daquele serviço terem enviado à administração uma carta a pedir condições de segurança e dignidade na passagem para o São Francisco Xavier e a expressar as suas preocupações.

Na carta, enviada à administração a meio deste mês, os médicos manifestam-se igualmente preocupados com a capacidade instalada no São Francisco Xavier, admitindo que poderia haver sobrelotação.

Hoje mesmo um grupo de médicos do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Maria pediu a recondução do diretor do departamento e da diretora de Obstetrícia, insistindo na “total confiança” nestes profissionais.

Na terça-feira, em conferência de imprensa, o presidente do CHEGA, André Ventura, já tinha questionado o Governo sobre a exoneração de Diogo Ayres de Campos, acusando o Governo de querer calar os críticos.

André Ventura considerou que o diretor foi exonerado das suas funções “por ter questionado o processo de reestruturação do hospital” e anunciou que pediu esclarecimentos ao ministério da Saúde sobre este processo.

No requerimento o CHEGA lembra a carta cujo primeiro subscritor era Diogo Ayres de Campos e que dava conta de preocupações relacionadas com as obras e a concentração dos serviços no Hospital São Francisco Xavier.

E diz que é preciso esclarecer a existência de possíveis pressões que a administração exerça sobre os médicos para que estes colaborem como plano.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA questionou hoje a ministra da Justiça sobre as razões para que o material químico apreendido pela Polícia Judiciária que estava no atrelado guardado por uma empresa de construção civil de Barcelos não ter sido destruído.
É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.
Questionados sobre a carta que o Líder do CHEGA endereçou ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tendo como objeto a demissão do ministro Luís Neves, 59% dos inquiridos da sondagem Aximage afirmam concordar com a posição e atuação de André Ventura.
O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.