Greve dos farmacêuticos com adesão de 90%, diz sindicato

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A adesão à greve dos farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que começou hoje, ronda os 90%, estimou o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF), Henrique Reguengo.

“Os números que temos até agora estão nos 90% de adesão. Mantemos a adesão que temos tido nas outras greves, o que é expectável, porque infelizmente não temos motivos para que os farmacêuticos não adiram”, disse à Lusa.

De acordo com Henrique Reguengo, os números são ainda provisórios, uma vez que “em tempo de férias demora mais tempo a serem recolhidos”.

Os cerca de 1.100 farmacêuticos do SNS iniciaram hoje novas greves para exigir ao Ministério da Saúde avanços nas negociações sobre a valorização das carreiras e das grelhas salariais.

À Lusa, o dirigente sindical explicou que os farmacêuticos estão divididos por três especialidades: farmácia hospitalar, análises clínicas e genética humana, que são transversais a todos os serviços clínicos.

“Todos os serviços são serviços estruturais que servem todos os outros serviços dos hospitais. Quando nós não funcionamos toda a dinâmica da instituição [SNS] fica afetada e esse é o grande problema” de o Governo não dar atenção à área farmacêutica, alertou.

Para o sindicalista, “a atenção que tem sido dada à área farmacêutica no serviço nacional de saúde é próximo do zero”.

Convocado pelo SNF, o protesto destes profissionais de saúde arranca hoje com uma greve nacional e inclui duas paralisações em 05 e 12 de setembro por distritos, que culminarão com uma nova greve em todo o país marcada para 19 desse mês.

O sindicato, que lamenta que o Ministério da Saúde “continue em silêncio e sem manifestar qualquer intenção de iniciar um processo negocial sério”, convocou para as 10:30 de hoje uma concentração de farmacêuticos junto ao Palácio de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro.

Entre as reivindicações do SNF consta a atualização das grelhas salariais, a contagem integral do tempo de serviço para a promoção e progressão na carreira, a adequação do número de farmacêuticos às necessidades do serviço público e o reconhecimento por parte do Ministério da Saúde do título de especialista.

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