CNIS alerta que cerca de 20% dos portugueses vive em situação de pobreza

Cerca de 20% da população portuguesa vive em situação de pobreza e sem o apoio do Estado esses números poderiam chegar “perto dos 40%", alertou hoje o presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade (CNIS).

© D.R.

“Infelizmente a pobreza não tem sido combatida como era importante combater, nós bem gostaríamos de descer os números, continuam sempre a rondar os 20% e se não fossem as transferências sociais ainda seriam muito mais, nós seriamos perto de 40% das pessoas a viver a pobreza”, lamentou o padre Lino Maia.

O responsável falava aos jornalistas em Portalegre, à margem da 16.ª Festa da Solidariedade, organizada pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

“E depois há outro problema que é grave. Há muita gente que trabalha e mesmo trabalhando vive na pobreza, os rendimentos que têm, apesar da aposta que tem havido no aumento dos salários, mas salários mínimos, as pessoas não têm rendimentos para enfrentar os desafios, as necessidades”, acrescentou.

De acordo com o padre Lino Maia, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) “confrontam-se com todos estes problemas e mais alguns”.

“Em principio, e deve ser mesmo assim, devem privilegiar os mais carenciados, mas as receitas que têm não são suficientes”, lamentou.

O presidente do CNIS referiu que o Estado “vai transferindo meios” para estas instituições, mas os mesmos são “insuficientes” para fazer face aos problemas diários.

“Há muitas instituições que se confrontam, de facto, com muitas dificuldades”, alertou.

“Para mim o grande problema, o grande medo, é que elas [algumas IPSS] se desviem daquilo que é a sua missão, que é privilegiar os mais carenciados, desviando-se desta missão acabam por não ter espaço”, acrescentou.

Últimas do País

A marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens arrancou hoje pelas 07:40 da entrada de Lordelo da A42, com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.
Utentes da Ponte 25 de Abril estão hoje a realizar um buzinão contra o preço dos combustíveis e exigir a demissão da ministra do Ambiente e o regresso do teletrabalho, disse Aristides Teixeira, da associação que convocou o protesto.
O Presidente da República lamentou hoje a morte de uma bombeira de Resende, de 24 anos, que combatia um incêndio florestal durante a madrugada naquele concelho.
As aulas foram hoje canceladas em várias escolas do concelho de Vagos, devido a uma infestação de moscas que obrigou à suspensão do serviço de refeições por falta de condições de higiene e segurança alimentar, informou o Agrupamento de Escolas.
O aluno do concelho de Almada com necessidades educativas especiais, cujos pais processaram judicialmente o Ministério da Educação por não ter vaga numa escola, foi colocado, mas continua sem aulas.
O homem acusado de matar a mulher com 17 facadas em agosto de 2025, no Porto, disse hoje ter ficado "cego e descontrolado", acusando a vítima de o tentar agredir primeiro, após discutirem por causa da aliança de casamento.
O protesto fez-se ouvir esta manhã nas imediações de São Bento. Horas depois, os deputados discutem propostas do CHEGA para baixar o IVA dos combustíveis, aplicar IVA Zero ao cabaz alimentar e acabar com as portagens nas duas pontes sobre o Tejo.
O Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e organismos similares de outros quatro países europeus alertaram hoje, numa declaração conjunta promovida pela instituição portuguesa, que o investimento em defesa "não deve ocorrer à custa da transparência" e integridade.
Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto experimental que tem como objetivo final reduzir a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um dos responsáveis.
Um homem, de 29 anos, foi detido pela GNR por suspeitas de "violência psicológica" sobre a sua mãe, de 50 anos, no concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre, divulgou hoje aquela força de segurança.