FNAM apela à retoma imediata das negociações com o Governo

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) apelou hoje ao retomar imediato das negociações com o Ministério da Saúde e defendeu a revogação dos decretos de lei sobre as Unidades de Saúde Familiar e a dedicação plena.

© Facebook / FNAM

Em comunicado, a FNAM, que mantém a greve nacional convocada para os dias 14 e 15 deste mês, sublinha que a demissão do primeiro-ministro não significa que o país ficou sem Governo, lembrando que “a dissolução foi adiada” pelo Presidente da República para que o país não fique sem Orçamento do Estado.

“Sugerimos que a mesma preocupação seja levada em conta para que não fiquemos sem médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, acrescenta.

Na nota, a FNAM recorda que o Ministério da Saúde cancelou o processo negocial “a pretexto da crise política”, mas “continua em plenitude de funções” e a ser responsável pelo estado do SNS.

Assim, a federação defende que o Ministério da Saúde deve “retomar de imediato” as negociações, “de forma séria, na forma e no conteúdo”, incorporando as propostas dos médicos “para salvar a carreira e o SNS”.

“Deveria igualmente enviar um sinal de decência democrática e revogar os Decretos de Lei relativos às Unidades de Saúde Familiar (USF) e Dedicação Plena (DP), que publicou no dia em que se demitiu”, acrescenta.

Frisa que das soluções defendidas pela FNAM “apenas uma” é relativa às tabelas salariais, sendo todas as outras destinadas a melhorar as condições de trabalho para todos os médicos, a progressão na carreira e a formação médica, “de forma a garantir a universalidade, acessibilidade e qualidade do SNS”.

Como medidas imediatas, a FNAM apela à fiscalização abstrata do diploma da dedicação plena e das USF pelo PR, Procuradoria Geral da República e Provedoria de Justiça e vai pedir uma audiência urgente à Comissão Parlamentar da Saúde.

Sublinha o apoio aos médicos que manifestam intenção em recusar adesão ao regime de dedicação plena, que, apesar de ser voluntária, é obrigatória para todos aqueles que vierem a integrar Unidades de Saúde Familiar e os Centros de Responsabilidade Integrados e apela à adesão à greve agendada para os dias 14 e 15 deste mês e à participação nas manifestações em Lisboa, Porto e Coimbra.

Além deste apelo, lembra a ida, no dia 17, a Bruxelas, de uma delegação da FNAM para reunir com os eurodeputados e a Comissária para a Saúde, Stella Kyriakides e apresentar “um retrato da situação dramática que se vive na Saúde em Portugal” e soluções defendidas pela federação para recuperar a carreira médica e o SNS.

“A FNAM entende que, face à decisão do PR em manter o Governo até janeiro, o Ministério da Saúde tem a obrigação de nos dar uma resposta urgente tendo em conta o caos em que deixou o SNS, com o encerramento de urgências de norte a sul do país”, acrescenta.

Últimas do País

A Carris Metropolitana registou em 2025 um total de 194 milhões de passageiros transportados e sucessivos recordes de procura em todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML), revelou esta terça-feira a empresa.
O Grupo Vita, nomeado pela Igreja para receber queixas de abusos e apoiar as vítimas, alertou hoje que persistem "assimetrias de poder" e "perceções distorcidas" sobre o papel dos sacerdotes, que favorecem novos casos.
A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.
A Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) detiveram 38 pessoas no âmbito de uma operação da Interpol de combate ao tráfico de pessoas.
A cidade de Lisboa registou, entre as 21:00 de segunda-feira e as 13:00 de hoje, um total de 56 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo quedas de árvores, revelou o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil.
A falta de uma rede de rebocadores de salvamento e emergência em Portugal, ao contrário do que sucede em Espanha, contraria a vocação marítima do país, disse hoje o vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz.
Doze pessoas morreram e 24 sofreram ferimentos graves em 3.130 acidentes durante os seis dias da campanha de fiscalização rodoviária “Viaje sem pressa”, que detetou 20.363 infrações, incluindo 8.921 por excesso de velocidade.
Uma explosão num apartamento de um prédio de sete andares em Coimbra provocou hoje quatro feridos e não dois, como inicialmente adiantou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra.
Portugal continental vai sofrer novo agravamento do estado do tempo na próxima noite devido à depressão Joseph, com vento forte com rajadas de 140 quilómetros por hora e foi emitido aviso vermelho para o Porto, Aveiro e Coimbra.
Oito mil clientes da E-Redes estavam às 09:00 de hoje sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental devido ao mau tempo provocado pela passagem da depressão Joseph, disse à Lusa fonte da empresa.