PSD e IL no encerramento do congresso do PS. CHEGA foi único partido a não ser convidado

© Partido Socialista

O PS decidiu não convidar o CHEGA para o encerramento do seu congresso, sendo o único partido a ser excluído deste momento do encontro socialista. À direita, PSD e Iniciativa Liberal vão marcar presença.
Esta exclusão ostensiva do partido de André Ventura revela, não só, a falta de cultura democrática do maior partido da esquerda, decidindo pôr de lado o terceiro maior partido com representação parlamentar, mas é também revelador de qual o partido que mais incomoda os socialistas e que mais lhes faz oposição.
Recorde-se que o CHEGA e André Ventura são apresentados constantemente nos estudos de opinião como as principais figuras da oposição ao governo socialista, denunciando sem medos todos os casos de justiça em que os socialistas estão envolvidos, como é o caso recente da “Operação Influencer”, que levou à queda do executivo de António Costa.
O 24.º congresso do PS decorre entre dia 5 e 7 de janeiro, tendo lugar na FIL – Feira Internacional de Lisboa, na capital do país.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.