Filho de António Costa demite-se da Junta de Freguesia de Campo de Ourique

Pedro Costa anunciou na terça-feira, através de uma carta escrita aos fregueses, a renuncia ao cargo de presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, acusando a Câmara Municipal de Lisboa, sob liderança de PSD/CDS-PP, de não resolver os problemas da cidade, focando-se na propaganda.

© Facebook da Junta de Freguesia de Campo de Ourique

O presidente demissionário, apesar do tom coloquial e com despropositado sentimentalismo, nada diz sobre as verdadeiras razões da sua demissão”, criticam os liberais, referindo que Pedro Costa justificou a demissão com “falta de condições pessoais, sem referir quais, e políticas, dando uma vaga justificação da dificuldade de comunicação com o executivo camarário”.

“Pedro Costa falha no essencial para com aqueles que o elegeram e a quem deve uma explicação fundamentada para este abandono de funções”, reclamou a IL.

No dia anterior ao anúncio da sua demissão foi realizada uma assembleia de freguesia de Campo de Ourique, com a presença do executivo, em que foram apresentadas as contas de 2023, as quais evidenciam “um prejuízo de quase 400 mil euros”, indicou a Iniciativa Liberal, partido que conta com um eleito neste órgão deliberativo.

Segundo a IL, as contas de 2023 de Campo de Ourique contrastam com o histórico desta freguesia e constituem “uma ofensa a todos os contribuintes, ainda para mais dadas as parcas (e amadoras) explicações para o mesmo, razão pela qual mereceu o voto contra da Iniciativa Liberal (juntamente com o do PCP e um elemento da bancada do CDS) tendo apenas passado devido à abstenção dos restantes partidos da oposição”.

“Sobre a demissão do presidente nada foi dito, donde se concluí que, ou esta foi uma decisão tomada sem a devida reflexão ou a mesma foi tacitamente escondida dos membros da assembleia e, portanto, dos fregueses de Campo de Ourique”, criticou a concelhia da IL em Lisboa.

Repudiando este comportamento, a Iniciativa Liberal, que conta com um eleito em Campo de Ourique, vai desafiar os restantes partidos representados na assembleia de freguesia a juntarem-se a um pedido de uma assembleia de freguesia extraordinária para obter “uma explicação completa e detalhada” do novo presidente da junta, Hugo Vieira da Silva (PS), defendendo que os fregueses “merecem saber a verdade e exigem responsabilidade”.

Também como reação à demissão do presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, o PSD de Lisboa considerou que o socialista Pedro Costa desistiu das pessoas e “quebrou a confiança dos eleitores”.

Pedro Costa, membro da Comissão Política Nacional do PS e filho do ex-primeiro-ministro António Costa, desempenhava o lugar de presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique desde 2020, tendo sido reconduzido nas eleições autárquicas de 2021.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Costa assegurou que a renuncia ao cargo de presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique se deve à “necessidade de fechar um ciclo e passar o testemunho”, explicando que se trata de “uma decisão pessoal e política”, que resulta do “desgaste” de 10 anos de exercício autárquico, com “um mandato difícil”, inclusive com a pandemia de covid-19 e com “a dificuldade no acesso à informação que têm hoje as juntas de freguesia junto da câmara”, sob presidência de Carlos Moedas (PSD).

“No momento em que senti que havia quem tivesse melhores condições para continuar o mandato, renunciei”, declarou.

Sobre as próximas eleições autárquicas, em 2025, o socialista assegurou que não será candidato.

Últimas de Política Nacional

O Parlamento rejeitou todas as propostas apresentadas pelo CHEGA para reforçar o mercado de arrendamento, incluindo a descida para 5% da taxa de IRS aplicada aos rendimentos prediais.
Um jornalista da rádio Observador foi retirado da sala durante uma audição da Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, após uma decisão conjunta de PS e PSD. O CHEGA foi o único partido a votar contra.
O PS e o PSD chumbaram, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, um requerimento do CHEGA que pretendia ouvir especialistas independentes sobre a localização do futuro Aeroporto Luís de Camões, impedindo que dúvidas técnicas, económicas e ambientais fossem discutidas no Parlamento.
A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, retirou os pelouros ao vereador Mário Caixas, também eleito pelo PS, alegando quebra de confiança política num momento considerado decisivo para a recuperação do concelho após as recentes cheias.
O serviço ferroviário entre Lisboa e Setúbal, que atravessa a Ponte 25 de Abril, vai estar sob escrutínio no Parlamento. O CHEGA conseguiu aprovar uma audição para ouvir utentes, Fertagus e Governo sobre as condições de segurança, capacidade e qualidade do serviço.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta quarta-feira o Governo de se vitimar e o primeiro-ministro de querer desviar atenções e usar as alterações à lei laboral como “manobra de distração”.
O Ministério Público arquivou 51 denúncias apresentadas contra cartazes do CHEGA, concluindo que os slogans não configuram crime e estão protegidos pela liberdade de expressão no debate político.
O Parlamento português recusou uma proposta do CHEGA que defendia que Portugal deveria fazer todos os esforços para reconhecer a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.
O CHEGA entregou um projeto de resolução no parlamento em que recomenda ao Governo a adoção de "medidas urgentes" para assegurar o "regular funcionamento" dos tribunais e serviços do Ministério Público (MP) na Comarca de Portalegre.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que propõe a criação da carreira especial de medicina dentária e a sua integração plena no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para reforçar o acesso da população portuguesa a cuidados de saúde oral.