CHEGA vai pedir ao Tribunal de Contas para analisar pedidos de dividendos do último governo

O presidente do CHEGA disse hoje que o partido vai pedir ao Tribunal de Contas que analise os pedidos do anterior governo para que empresas como a NAV ou a Águas de Portugal entregassem dividendo extraordinário.

© Folha Nacional

“Dada a gravidade dos factos, nós vamos pedir ao Tribunal de Contas, e vamos expor formalmente ao Tribunal de Contas, que analise a situação destas distribuições de dividendos e possa fazer uma análise sobre a sua legalidade – e assumo tudo o que estou a dizer – e até os potenciais ilícitos criminais que aqui estejam envolvidos”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura comentou as notícias que dão conta de que o anterior ministro das Finanças, Fernando Medina, pediu a empresas como a Águas de Portugal ou a NAV que entregassem dinheiro adicional ao acionista Estado no final do ano passado, com objetivo de descer a dívida pública.

“Há um dos factos que me parece especialmente grave, e esse facto é quando o governo do Partido Socialista, liderado então por António Costa, exigiu uma distribuição de dividendos com uma promessa de que este ano faria um aumento de capital exatamente no mesmo valor”, disse.

O líder do CHEGA considerou que “os atos parecem politicamente graves, parecem atos de gestão bastante gravosos” e afirmou ser “de duvidosa conformidade com a lei que isto tenha acontecido nestes termos”.

“E por isso, o Tribunal de Contas é a entidade certa para se pronunciar sobre isto”, salientou.

André Ventura acusou o último governo de “maquilhagem contabilística e de maquilhagem de números”.

O presidente do CHEGA criticou também a reação do secretário-geral do PS, que salientou que “o governo do PS deixou uma boa situação orçamental e financeira”.

Ventura acusou Pedro Nuno Santos de “irresponsabilidade”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.