CHEGA vai pedir ao Tribunal de Contas para analisar pedidos de dividendos do último governo

O presidente do CHEGA disse hoje que o partido vai pedir ao Tribunal de Contas que analise os pedidos do anterior governo para que empresas como a NAV ou a Águas de Portugal entregassem dividendo extraordinário.

© Folha Nacional

“Dada a gravidade dos factos, nós vamos pedir ao Tribunal de Contas, e vamos expor formalmente ao Tribunal de Contas, que analise a situação destas distribuições de dividendos e possa fazer uma análise sobre a sua legalidade – e assumo tudo o que estou a dizer – e até os potenciais ilícitos criminais que aqui estejam envolvidos”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura comentou as notícias que dão conta de que o anterior ministro das Finanças, Fernando Medina, pediu a empresas como a Águas de Portugal ou a NAV que entregassem dinheiro adicional ao acionista Estado no final do ano passado, com objetivo de descer a dívida pública.

“Há um dos factos que me parece especialmente grave, e esse facto é quando o governo do Partido Socialista, liderado então por António Costa, exigiu uma distribuição de dividendos com uma promessa de que este ano faria um aumento de capital exatamente no mesmo valor”, disse.

O líder do CHEGA considerou que “os atos parecem politicamente graves, parecem atos de gestão bastante gravosos” e afirmou ser “de duvidosa conformidade com a lei que isto tenha acontecido nestes termos”.

“E por isso, o Tribunal de Contas é a entidade certa para se pronunciar sobre isto”, salientou.

André Ventura acusou o último governo de “maquilhagem contabilística e de maquilhagem de números”.

O presidente do CHEGA criticou também a reação do secretário-geral do PS, que salientou que “o governo do PS deixou uma boa situação orçamental e financeira”.

Ventura acusou Pedro Nuno Santos de “irresponsabilidade”.

Últimas de Política Nacional

André Ventura continua a subir, consolida terreno e já alcança 32,2% das intenções de voto quando são considerados os indecisos, segundo a sondagem diária da CNN Portugal.
O candidato presidencial André Ventura não respondeu às críticas do presidente da Câmara de Leiria por ter iniciativas de campanha nesta região afetada pelo mau tempo e considerou tratar-se de "picardias políticas".
O candidato presidencial André Ventura defendeu hoje uma “profunda auditoria” à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acusando o Governo de “desleixo” na resposta à depressão Kristin.
O parlamento decidiu por unanimidade hoje suspender os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a próxima semana, devido à segunda volta das eleições presidenciais.
PSD e CDS reprovaram hoje uma resolução do CHEGA para que o Governo agisse no sentido de impor a toda a rede consular portuguesa "informação clara e atualizada" visando facilitar o voto nas eleições presidenciais.
O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.
Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.
André Ventura arranca a campanha no terreno, em zonas fustigadas pelo mau tempo, prometendo proximidade às populações e um choque frontal com o discurso da estabilidade defendido pelo adversário.
O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.