Governo vai facilitar obtenção de documentos para imigrantes

O Governo apresentou na última terça-feira, através da ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, no final da reunião do primeiro Conselho de Ministros dedicado à Transição Digital e Modernização, que decorreu na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova (Nova FCT), em Almada, um pacote contra a burocracia nos serviços públicos com 15 medidas aprovadas.

© site do Governo de Portugal

Os cidadãos estrangeiros que vivem em Portugal vão ter a vida facilitada, passando a ter um sítio único nos Espaços Cidadão para obter os números de Finanças, Segurança Social e Utente. Apontada para o último trimestre deste ano, a medida consta do pacote anunciado pelo Governo, que inclui ainda o lançamento de um portal único de serviços, mais 23 Lojas do Cidadão até 2026, um boletim digital de gravidez, o de saúde infantil e a atribuição do número de utente para recém-nascidos antes de saírem da maternidade.

Segundo Margarida Balseiro Lopes, a nova medida para estrangeiros está a ser desenvolvida com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). “Sabemos que as repartições de Finanças, da Segurança Social e as Lojas do Cidadão têm sido confrontadas com longas filas” e “temos milhares de cidadãos estrangeiros a viverem em Portugal, que não conseguem ter acesso a uma coisa tão básica como o Número de Identificação Fiscal (NIF), número da Segurança Social ou de utente”, acrescentou a ministra.

Além disso, Margarida Balseiro Lopes disse que o Conselho Consultivo da AMA será reativado, afirmando ser “fundamental reativar já no mês de setembro” este “órgão que existe há muitos anos na lei”.

Últimas de Política Nacional

Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.
O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.