Polícia da Catalunha ativa dispositivo para tentar localizar Puigdemont

A polícia da Catalunha acionou um dispositivo especial para tentar localizar o dirigente separatista e antigo presidente do governo regional Carles Puigdemont, cuja localização se desconhece após ter surgido hoje numa concentração no centro de Barcelona.

© Facebook/KRLSPuigdemont

Fontes da polícia catalã (Mossos d’Esquadra) explicaram aos meios de comunicação social que foi acionada a operação “Jaula”, com controlo das estradas de saída da Catalunha, para tentar localizar Puigdemont e evitar de novo a sua saída para o estrangeiro, como aconteceu em 2017.

Imagens transmitidas pelas televisões mostram como foram cortadas diversas estradas, como a autoestrada que liga a Catalunha ao sul de França, com os carros a serem inspecionados pela polícia.

Puigdemont, alvo de um mandado de detenção em território espanhol, esteve hoje numa praça de Barcelona, rodeado por milhares de pessoas, num regresso a Espanha após quase sete anos a viver no estrangeiro para fugir à justiça do país.

Depois de ter dirigido algumas palavras aos apoiantes, convocados para o local pelo seu partido, o Juntos pela Catalunha (JxCat), Puigdemont abandonou o palco instalado no local e desapareceu, aparentemente, entre a multidão.

Enquanto esteve neste local, Puigdemont não foi abordado pela polícia.

Puigdemont, que protagonizou a declaração unilateral de independência da Catalunha de 2017, tinha anunciado na quarta-feira que pretendia estar hoje no parlamento regional, de que faz parte, por ter sido eleito deputado nas eleições regionais de 12 de maio.

No entanto, nunca chegou ao local de acesso ao perímetro do parlamento regional, que estava controlado pela polícia e onde hoje decorre o plenário de investidura do socialista Salvador Illa como novo presidente do governo catalão, na sequência das eleições autonómicas de maio.

Puigdemont admitiu que arrisca ser detido neste regresso hoje a Espanha e considerou que a sua detenção seria “arbitrária e ilegal”, por estar já em vigor a lei de amnistia para separatistas da região.

O Tribunal Supremo espanhol recusou, num primeiro parecer, aplicar a amnistia a Puigdemont, que apresentou recurso desta decisão e aguarda uma resposta.

Últimas do Mundo

O estudante que lançou uma petição a exigir responsabilização política, após o incêndio que matou 128 pessoas em Hong Kong, foi detido por suspeita de "incitação à sedição", noticiou hoje a imprensa local.
O alto comissário das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, denunciou hoje que “pelo menos 18 pessoas” foram detidas no golpe de Estado de quarta-feira na Guiné-Bissau e pediu que se respeitem os direitos humanos.
O Tribunal Penal Internacional (TPI), confirmou, na sexta-feira, que continua a investigar crimes contra a humanidade na Venezuela, depois de em setembro o procurador-chefe Karim Khan se ter afastado por alegado conflito de interesses.
Um "ataque terrorista" russo com drones na capital da Ucrânia causou hoje pelo menos um morto e sete feridos, além de danos materiais significativos, anunciaram as autoridades de Kiev.
O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou hoje que um grupo de homens armados e encapuçados invadiu a sua sede, em Bissau, agredindo dirigentes e colaboradores presentes no local.
A agência de combate à corrupção de Hong Kong divulgou hoje a detenção de oito pessoas ligadas às obras de renovação do complexo residencial que ficou destruído esta semana por um incêndio que provocou pelo menos 128 mortos.
O gato doméstico chegou à Europa apenas há cerca de 2000 anos, desde populações do norte de África, revela um novo estudo que desafia a crença de que o berço deste felino é o Médio Oriente.
Os estabelecimentos hoteleiros da região semiautónoma chinesa de Macau tiveram 89,3% dos quartos ocupados no mês passado, o valor mais elevado para outubro desde antes da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.
A infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo em algum momento da sua vida reprodutiva e 36% das mulheres afetadas também são vítimas de violência por parte de seus parceiros, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O número de mortos pelas cheias no sul da Tailândia aumentou para 145, anunciou hoje um porta-voz do Governo tailandês numa conferência de imprensa, quando as chuvas também estão a provocar mortes nos países vizinhos.