Ordem dos Médicos diz que problemas do INEM “não nasceram esta semana”

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, afirmou hoje que os problemas do INEM "não nasceram esta semana, nem a semana passada" e disse esperar que “mais do que promessas” o Ministério da Saúde responda aos problemas.

© Facebook da Ordem dos Médicos

“Temos aqui dois problemas. Temos o problema que aconteceu nestas últimas duas semanas que foi de alguma forma agudizado tendo em conta um conjunto de greves que aconteceram, mas os problemas do INEM não nasceram esta semana, nem a semana passada”, afirmou o bastonário.

Carlos Cortes, que esta tarde visitou o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM, no Porto, destacou que os problemas do INEM se foram acumulando ao longo dos anos e que os responsáveis da tutela da Saúde “nunca souberam resolver”.

“Nunca tiveram a devida preocupação e de alguma forma ignoraram o INEM”, considerou.

O bastonário salientou ainda que a Ordem dos Médicos “está preocupada” e que “mais do que apontar problemas” pretende apresentar soluções para “ajudar a virar esta página”.

Entre as soluções, Carlos Cortes destacou a necessidade de se avançar com uma “reforma dos recursos humanos” do INEM.

Questionado sobre as responsabilidades do Ministério da Saúde nesta matéria, o bastonário disse esperar que “mais do que intenções e promessas, haja uma concretização das soluções e propostas para ultrapassar este momento difícil”.

As mortes de 11 pessoas alegadamente associadas a falhas no atendimento do INEM motivaram a abertura de sete inquéritos pelo Ministério Público (MP), um dos quais já arquivado. Há ainda um inquérito em curso da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

A demora na resposta às chamadas de emergência agravou-se durante a greve de uma semana às horas extraordinárias dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que reclamam a revisão da carreira e melhores condições salariais.

A greve foi suspensa após a assinatura de um protocolo negocial entre o Governo e o sindicato do setor.

Últimas do País

A justiça francesa emitiu, em março, um mandado de detenção europeu contra Cédric Prizzon, suspeito de duplo homicídio de duas mulheres em Portugal, onde foi detido e se encontra em prisão preventiva.
Seis pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, na sequência de uma explosão ocorrida na manhã de hoje num café no concelho do Seixal, no distrito de Setúbal, informou fonte da Proteção Civil.
O julgamento de José Sócrates volta a tropeçar antes sequer de começar: o juiz que ia presidir ao processo foi indicado pelo PS para o Conselho Superior da Magistratura, abandona o caso e deixa mais um dos capítulos da Operação Marquês mergulhado em atraso.
Um grupo de especialistas da Universidade de Coimbra (UC) vai apresentar, no início de junho, as conclusões preliminares de um estudo sobre a razão das cheias do Mondego e as suas consequências.
O CHEGA cola-se à AD, encurta a distância para mínimos e André Ventura reforça-se como o rosto que mais portugueses já reconhecem como líder da oposição ao Governo.
A utilização das urgências de Obstetrícia e Ginecologia é mais elevada no Centro, Grande Lisboa e Algarve, enquanto a Península de Setúbal regista os maiores constrangimentos de acesso, com 76,2% dos dias com limitações, acima da média nacional (15,3%).
Há muitos condutores em Portugal a pagar mais do que precisam na Via Verde sem se aperceberem. A principal razão está na escolha do plano, que nem sempre corresponde ao uso real do carro.
O mau tempo está hoje a condicionar o regular movimento de aterragens e descolagens no Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo, havendo seis aviões divergidos e seis chegadas canceladas.
A GNR deteve um casal suspeito de furtar bens alimentares no valor de cerca de 700 euros em vários estabelecimentos comerciais do distrito de Aveiro, informou hoje aquela força de segurança.
Uma operação de fiscalização, em Felgueiras, no distrito do Porto, levou à apreensão de mais de 1.800 artigos contrafeitos, tendo sido constituídos arguidos dois homens suspeitos do crime de contrafação, anunciou hoje a GNR.