Banco de Portugal aprova nova administração do Banco de Fomento

O Governo anunciou hoje que o Banco de Portugal deu autorização na sexta-feira ao novo Conselho de Administração do Banco Português de Fomento e que "todos os elementos da nova equipa foram dispensados de audiência prévia".

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

“Onovo Conselho de Administração do Banco Português de Fomento (BPF) obteve esta sexta-feira autorização prévia do Banco de Portugal para o exercício de funções, no mandato de 2025/2027″, refere um comunicado conjunto dos ministérios das Finanças e da Economia.

Segundo o texto, após essa fase, “estão criadas as condições para a nomeação da nova Administração, dando-se assim início a uma nova fase do BPF, que se pretende mais dinâmica e mais próxima das empresas”.

“A decisão do supervisor foi inteiramente favorável e todos os elementos da nova equipa foram dispensados de audiência prévia, tendo sendo apenas recomendadas formações específicas”, indica o comunicado conjunto.

José Regalado será o novo presidente da Comissão Executiva e Carlos Leiria Pinto o presidente não executivo do Conselho de Administração.

Para vogais executivos do Conselho de Administração foram nomeados Bruno Rodrigues, Tiago Mateus, Luís Guimarães, Teresa Fiúza Fernandes e Marta Penetra.

Os vogais não executivos do Conselho de Administração: são Dulce Mota, Adriana Leal, Luísa Anacoreta Correia, que é também presidente da Comissão de Auditoria, Maria do Carmo Ribeiro, que é também vogal da Comissão de Auditoria e Vítor Roma, que é igualmente vogal da Comissão de Auditoria.

O Governo tinha indicado em novembro passado que a Comissão Executiva do Banco Português de Fomento (BPF) seria alargada de cinco para seis membros e o Conselho de Administração de 11 para 12 membros, para “conferir ainda maior equilíbrio” à instituição.

Últimas de Economia

As dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico registaram um novo valor recorde de quase 3,1 mil milhões na União Europeia (UE) em 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.
Casas vazias do Estado podem ganhar nova vida e servir para responder à falta de habitação que continua a afetar milhares de famílias em Portugal. Essa é a proposta apresentada pelo CHEGA, que defende a recuperação e reutilização de imóveis públicos devolutos como resposta à atual crise habitacional que Portugal atravessa.
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com o PSI a subir para um novo máximo desde junho de 2008 e com a EDP Renováveis a valorizar-se 2,82% para 13,51 euros.