Maioria das queixas no acesso a consultas são sobre ginecologia e obstetrícia

A limitação de acesso a consultas representa quase dois terços das reclamações analisadas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) relacionadas com ginecologia e obstetrícia, sobre ocorrências entre 2021 e o primeiro trimestre deste ano, indicou hoje o organismo.

© D.R.

A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala hoje e é focado na saúde materna e neonatal, a ERS revelou ter analisado 5.901 processos de reclamação relacionados com as valências de Ginecologia, Obstetrícia e Ginecologia/Obstetrícia relativos àquele período, “onde eram abordados os temas “acesso a cuidados de saúde”, “cuidados de saúde e segurança do doente” e “focalização no utente”.

Adiantou que 64% das queixas dizem respeito à categoria específica de restrição de acesso a consulta.

Tendo em conta as restantes cinco categorias específicas criadas pela entidade para uma análise mais detalhada desses processos, 14% das reclamações diziam respeito à “Restrição de acesso a ecografias obstétricas”, 12% à “Violência obstétrica”, 6% à “Restrição à Interrupção Voluntária da Gravidez”, 3% ao “Encerramento de serviço de urgência obstétrico” e 2% a “Constrangimentos na referenciação para especialidade médica”.

Num boletim informativo, a ERS indica que em termos de distribuição temática, a adequação e pertinência dos cuidados de saúde/procedimentos foi o assunto mais referido nas reclamações, tendo sido apontado 2.636 vezes, seguido da resposta em tempo útil/razoável, indicado 1.353 vezes.

A propósito, o organismo regulador esclarece que cada reclamação pode abranger mais do que um tema pelo que o número de menções aos temas é superior ao número de reclamações.

Com mais de mil referências aparecem também os temas direito a tratamentos pelos meios adequados, humanamente, com prontidão, correção técnica, privacidade e respeito (1.140) e qualidade técnica dos cuidados de saúde/procedimentos (1.097).

Seguem-se os da qualidade da informação de saúde disponibilizada (940 referências), acompanhamento durante a prestação de cuidados (764), regras os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) (495), consentimento informado e esclarecido (178) e violência/agressão/assédio (64).

Últimas do País

Líder do CHEGA acusa o ministro da Administração Interna de ameaçar o maior partido da oposição, jornalistas e a democracia. André Ventura critica ainda o silêncio da RTP e exige esclarecimentos antes do Debate sobre o Estado da Nação.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) avançou hoje não existirem, até ao momento, conclusões oficiais da investigação ao acidente ocorrido no terminal rodoviário de Agualva-Cacém, há uma semana, que provocou dois mortos e 20 feridos.
Mais de 120 mil veículos estarão a circular em Portugal sem o seguro de responsabilidade civil obrigatório. O regulador do setor alerta para "um risco significativo", não sendo casos residuais.
O condutor suspeito de atropelar mortalmente o militar da GNR Jorge Monteiro, na noite de sexta-feira, no IC2, em Alcobaça, ficou em liberdade após ser presente a primeiro interrogatório judicial.
Uma mulher de 53 anos foi detida por suspeita de atear um foco de incêndio em área florestal no concelho de Viseu, informou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
A Fénix - Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil exigiu hoje "esclarecimento imediato sobre falhas operacionais do INEM", alertando para "a degradação" do socorro em Portugal, após a morte de um homem, na vila das Taipas.
A Comissão de Combate à Fraude está a investigar uma atualização remuneratória aprovada no Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que alegadamente favoreceu os próprios dirigentes e levanta suspeitas de conflito de interesses.
Três homens são acusados de montar um esquema para enganar condutores e cobrar coimas inventadas com recurso a falsos crachás e um terminal de pagamento.
Poucos fogos florestais consumiram 91% da área ardida em 2025, um ano quente com poucas ignições, mostrando que o combate se deve concentrar em “incêndios extremos”, refere um relatório do Sistema Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), hoje divulgado.
Oito concelhos dos distritos de Vila Real e Bragança estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).