Suspeitas sobre Montenegro resolvem-se se “houver vontade do primeiro-ministro”

O presidente do CHEGA considerou hoje que as suspeitas sobre Luís Montenegro apenas serão ultrapassadas se o primeiro-ministro "tiver vontade em resolver" o assunto e evitar a contaminação da campanha eleitoral para as legislativas de 18 de maio.

© Folha Nacional

“Isto, [o assunto das suspeitas que recaem sobre Luís Montenegro], só se resolverá se houver vontade do primeiro-ministro em resolver. Não se resolverá de outra maneira. Isto resolve-se se o primeiro-ministro tiver vontade em resolver. Se o primeiro-ministro não tiver vontade em resolver, isto não se vai resolver”, disse André Ventura.

O líder do CHEGA, que falava aos jornalistas na Ribeira Grande, nos Açores, antes de iniciar uma reunião com a Associação Agrícola de São Miguel, no âmbito da pré-campanha para as legislativas, referiu que o caso também se resolve se Montenegro “perceber que não é a fugir para a frente, que vai conseguir ultrapassar” as questões.

“Eu percebo que, talvez, até o primeiro-ministro agora tenha entendido que isto é uma espécie de escudo, que enquanto se fala disto, não se fala de outras coisas”, admitiu, considerando que “pode-lhe dar jeito em determinadas circunstâncias”.

E concretizou: “Num dia, há suspeitas, num dia, há uma nova investigação do Ministério Público, no outro dia há um arquivamento, noutro dia há novas suspeitas, noutro há um novo arquivamento, noutro dia há uma acusação, há uma investigação… Tudo isto contamina uma campanha eleitoral”.

Questionado sobre se poderá acontecer nas legislativas nacionais o que aconteceu na Madeira, com a reeleição de Miguel Albuquerque para o Governo Regional, respondeu que as sondagens não dizem isso, mas “tudo é possível”.

“Não há vitórias antecipadas e mesmo o recente crescimento do CHEGA e de outros partidos, só no dia 18 é que tem que se confirmar. (…) O que aconteceu na Madeira foi que o CHEGA foi firme até ao fim nas suas convicções e disse, ‘a corrupção por nós não passa, quer ganhemos votos quer percamos votos’. Acabou por haver um reforço até do doutor Miguel Albuquerque, contra tudo aquilo que eu acho que é razoável e contra tudo aquilo em que eu acredito”, afirmou.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.