Subida dos preços da habitação abranda para 7% no 1.º trimestre

O índice de preços da habitação subiu 7% no primeiro trimestre, em termos homólogos, e transacionaram-se 33.077 habitações, o que representa uma redução de 4,1%, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

De acordo com o Índice de Preços da Habitação (IPHab), entre janeiro e março, “a taxa de variação homóloga do IPHab foi 7,0%, menos 0,8 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior, correspondendo ao aumento de preços menos expressivo desde o primeiro trimestre de 2021”.

No período em análise, os preços das habitações existentes “aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 7,6% e 5,5%, respetivamente”. Sintetizando, os preços das habitações existentes cresceram 1,9 mais pontos percentuais que nas novas.

Relativamente ao trimestre anterior, “o IPHab aumentou 0,6% (1,3% no trimestre precedente)”.

Por categoria, os preços dos alojamentos existentes “aumentaram 1,1%, sendo que nos alojamentos novos observou-se uma taxa de variação de -0,8%”.

No primeiro trimestre, “transacionaram-se 33.077 habitações, o que representa reduções de 4,1% face ao trimestre homólogo e de 3,1% face ao trimestre anterior”.

O valor das habitações transacionadas, entre janeiro e março, ascendeu a 6,7 mil milhões de euros, menos 1,8% que em idêntico período de 2023.

No trimestre, “as habitações adquiridas por compradores pertencentes ao setor institucional das famílias fixaram-se em 28.283 unidades (85,5% do total), perfazendo 5,7 mil milhões de euros (84,2% do total)”.

Já os compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional representaram 6,2% do número total de transações (2.067 habitações), correspondendo a 10,4% do valor total transacionado.

Últimas de Economia

O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.