Ministério da Saúde deve às corporações de bombeiros mais de 28 milhões

O Ministério da Saúde deve às corporações de bombeiros mais de 28 milhões de euros pelo transporte de doentes não urgentes, revelou hoje no parlamento o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

© DR

Na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde foi ouvido a pedido do Chega a propósito da época fogos, António Nunes precisou que “só os hospitais de Coimbra devem aos bombeiros 2,5 milhões de euros” e a dívida da saúde ao corpo de bombeiros de Pernes, no distrito de Santarém, é de 900 mil euros.

“Não há ninguém que resista a uma situação destas”, desabafou o presidente da Liga, dando também conta de que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem “várias dívidas” aos bombeiros, cujo montante não quantificou.

“Só poderemos ter um setor de bombeiros robusto e qualificado se não existirem mais de 28 milhões de euros de dívidas da Saúde, se o INEM atribuir as 150 ambulâncias em falta aos corpos de bombeiros, se o financiamento permanente às associações humanitárias de bombeiros para 2025 contemplar um montante de cerca de 46,6 milhões de euros”, disse.

António Nunes defendeu também que o fundo de proteção social do bombeiro tenha um “financiamento adequado”.

“Não devíamos ter iniciado um novo dispositivo de combate aos incêndios florestais sem que a ANEPC liquidasse as dívidas de anos anteriores, algumas remontam a 2019, ou com dotações orçamentais limitadas que preveem pagar 2,87 euros por hora aos bombeiros” que estão em permanência nos quartéis durante o dispositivo de combate aos incêndios rurais, salientou ainda.

Últimas de Economia

A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,2% e 5,8% do mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.
O acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens entre as regiões autónomas e o continente passa a estar dependente da situação contributiva e tributária do beneficiário, mas não é exigida a apresentação de documentação adicional.
A taxa de inflação anual da zona euro desacelerou, em dezembro, para os 2,0%, quer face aos 2,4% homólogos, quer comparando com a de 2,15% registada em novembro, segundo uma estimativa rápida hoje publicada pelo Eurostat.
A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal “continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.
As renegociações de crédito à habitação desceram em novembro para 414 milhões de euros, na primeira queda em cadeia desde junho, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).
As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.