Lesados do Banif propõem 169 milhões de euros para indemnizar 1.900 reclamantes

Os lesados do Banif vão propor ao Governo uma indemnização no valor de 169,6 milhões de euros, para responder a 1.900 reclamantes de crédito, numa solução semelhante à encontrada para os lesados do Papel Comercial do BES.

© D.R.

 

Segundo fonte ligada ao processo, os lesados do Banif estimam perdas totais de 242 milhões de euros entre cerca de 1.900 reclamações de crédito junto da Comissão Liquidatária do banco que terminou em 2015.

No seguimento de uma reunião com o atual Governo, liderado por Luís Montenegro, no início do mês, os lesados do Banif estão a finalizar uma proposta a apresentar ao executivo, que prevê a criação de um fundo em que os investidores recuperariam 50% dos créditos para valores investidos superiores a 500.000 euros e 75% para valores investidos inferiores a 500.000, com um máximo de 250.000 euros.

Contas feitas, e atendendo à ponderação dos investimentos perdidos nestes intervalos, tal significaria que um fundo para indemnizar todos os reclamantes seria de cerca de 169,6 milhões de euros.

Os lesados acreditam que há condições para fechar uma solução até ao final deste ano.

Em dezembro de 2015, o Banif (que já tinha sido nacionalizado, sendo então detido maioritariamente pelo Estado) foi alvo de uma medida de resolução por decisão do Governo e do Banco de Portugal.

Parte da atividade bancária foi vendida ao Santander Totta, tendo sido ainda criada a sociedade-veículo Oitante para a qual foram transferidos os ativos que o Totta não comprou. Já no Banif – em liquidação ficaram os acionistas e os obrigacionistas subordinados e ativos ‘tóxicos’ como o Banif Brasil, vendido em 2023 por um real.

Últimas de Economia

Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.