Já foi publicada lei que duplica parcela do IRS que se pode consignar

A lei que duplica de 0,5% para 1% o limite da consignação de IRS para instituições solidárias, religiosas, culturais ou com fins ambientais foi hoje publicada em Diário da República, aplicando-se a partir da campanha do próximo ano.

© Folha Nacional

Aprovada em 11 de outubro pelo parlamento e promulgada em 04 de novembro pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a lei n.º 42/2024 “aumenta o limite da consignação de receita de IRS a favor de instituições solidárias, religiosas, culturais ou com fins ambientais, alterando o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, a Lei n.º 35/98, de 18 de julho, que define o estatuto das organizações não-governamentais de ambiente, e a Lei n.º 16/2001, de 22 de junho, que aprova a Lei da Liberdade Religiosa”.

O aumento do limite da consignação de IRS de 0,5% para 1% entra em vigor na campanha do próximo ano e, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2025, terá um impacto de cerca de 40 milhões de euros na receita daquele imposto.

A possibilidade de os contribuintes doarem uma parte da coleta do seu imposto a uma entidade está consagrada na lei desde 2001, sendo anualmente publicada a lista de entidades candidatas a esta consignação.

De acordo com dados do Ministério das Finanças, em 2023 os contribuintes consignaram 33,2 milhões de euros de IRS, superando os 30,5 milhões atribuídos um ano antes, com o valor a ser atribuído a mais de 4.700 entidades.

A lei permite que os contribuintes escolham uma entidade beneficiária de uma parcela do seu IRS, sendo o valor daqui resultante doado pelo Estado — já que para as pessoas a medida não afeta o imposto que têm a pagar nem o reembolso.

É, além disto, possível consignar o benefício fiscal obtido através da dedução de IVA em despesas de restaurantes, cabeleireiros ou oficinas, sendo que neste caso o contribuinte prescinde efetivamente de uma parte do seu imposto.

A escolha das entidades a quem pode ser atribuída esta parcela do imposto é feita durante a entrega da declaração anual do IRS, sendo que este ano a lista dessas entidades supera as 5.000.

Últimas de Economia

Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.
O CHEGA quer baixar o preço dos combustíveis e reduzir o IVA da gasolina e do gasóleo para a taxa intermédia, atualmente nos 13%.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.