Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 811,5 mil milhões

O endividamento do setor não financeiro aumentou 973 milhões de euros em novembro face ao mês anterior, para 811.456 milhões de euros, informou esta quarta-feira o Banco de Portugal (BdP).

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

Em termos homólogos, face a novembro de 2023, o endividamento do setor não financeiro (que integra administrações públicas, empresas e particulares) subiu 2.708 milhões de euros.

Do endividamento total em novembro, 453.400 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 358.000 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

De acordo com o banco central, o endividamento do setor público subiu 700 milhões de euros em cadeia, tendo-se este acréscimo verificado “sobretudo junto das administrações públicas (+1.200 milhões de euros) e do exterior (+300 milhões de euros).

Pelo contrário, o endividamento do setor público junto do setor financeiro diminuiu 900 milhões de euros, devido, principalmente, ao desinvestimento em títulos de dívida pública pelos bancos.

Já no setor privado, o endividamento aumentou 300 milhões de euros.

Se o endividamento dos particulares cresceu 600 milhões de euros, essencialmente junto dos bancos, por via do crédito à habitação, em sentido inverso, o endividamento das empresas privadas diminuiu 300 milhões de euros, refletindo sobretudo uma redução perante o exterior (-700 milhões de euros), parcialmente compensada por um acréscimo junto do setor financeiro.

Em termos homólogos, em novembro de 2024 face ao mesmo mês de 2023, o endividamento das empresas privadas cresceu 0,6%, enquanto, em outubro, tinha aumentado 1,1%.

O endividamento dos particulares cresceu 3,2%, valor superior ao verificado em outubro (2,8%), mantendo assim a tendência de crescimento observada nos últimos 13 meses.

Últimas de Economia

O número de novos veículos colocados em circulação atingiu 264.821 no acumulado de 2025, o que representa um aumento de 6,2% face ao mesmo período de 2024, divulgou hoje a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
Os preços de oferta das casas anunciadas em Portugal subiram 6,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2024, segundo o índice de preços do Idealista, portal 'online' de imobiliário do mercado nacional.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, recebe cerca de 726.000 euros por ano, segundo uma análise do Financial Times, mais 55,8% do que o salário base oficial comunicado pelo instituto emissor (466.000 euros).
O valor dos empréstimos à habitação cresceu 9,8% em novembro face a novembro de 2024, pelo 23.º mês consecutivo, com o ‘stock’ do crédito a totalizar 110.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em dezembro, com uma melhoria nas perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre as expectativas de realização de compras importantes, revela estatísticas hoje divulgadas pelo INE.
O salário mínimo nacional sobe a partir desta quinta-feira dos atuais 870 euros para 920 euros, em linha com o estabelecido no acordo tripartido assinado em sede de concertação social em outubro de 2024.
A produção de azeite, a carne de caça e as obras de arte vendidas em galerias passam a ser tributadas com o IVA de 6% a partir de hoje, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.
Os consumidores domésticos podem, a partir de hoje, alterar, a qualquer momento, a sua tarifa da luz, escolhendo entre a simples, bi-horária e tri-horária.
O consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), de acordo com dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais (REN).
O número total de compras realizadas entre 01 e 24 de dezembro aumentou 8% face a 2024, tendo as compras no comércio ‘online’ crescido 19%, segundo dados da SIBS Analytics divulgados hoje.