Há menos desempregados a receberem subsídio de desemprego

©️ Centro de Emprego

O número de desempregados com prestações de desemprego aumentou 12,3% em janeiro face a dezembro, mas recuou 18,4% em comparação com o período homólogo, para 183.938, segundo as estatísticas mensais da Segurança Social publicadas esta segunda-feira.

De acordo com a síntese estatística mensal elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, registaram-se, assim, mais 20.114 beneficiários em janeiro relativamente a dezembro, mas menos 41.472 do que no mesmo mês de 2022. O subsídio de desemprego foi processado a 142.743 pessoas, mais 12,6% face ao mês anterior e uma redução homóloga de 8,8%.

Já o número de beneficiários do subsídio social de desemprego inicial foi de 9.885, um crescimento mensal de 35% e uma subida de 19,2% em comparação com o período homólogo.

Em janeiro, o subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 24.928 beneficiários, um acréscimo face a dezembro de 5% (mais 1.183 pessoas) e, comparando com o período homólogo, um aumento de 42,6% (mais 7.453 beneficiários).

O sexo feminino representa 55,8% e o sexo masculino 44,2% do total de beneficiários de prestações de desemprego. Em termos mensais verificou-se um crescimento de 10,2% de prestações de desemprego processadas a mulheres e, no caso dos homens, um aumento de 15%.

Os dados estatísticos da Segurança Social revelam que o valor médio das prestações de desemprego em janeiro foi de 573,73 euros.

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou esta segunda que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 9,6%, no primeiro mês do ano, para 322.087 pessoas, tratando-se do segundo mês de janeiro com o valor mais baixo dos últimos 30 anos, anunciou o Governo.

No entanto, comparativamente ao mês anterior, o número de desempregados aumentou 4,9%, o que representa um acréscimo de 15.082 pessoas.

Últimas de Economia

A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.