“Aquilo que valorizo é a confiança do senhor primeiro-ministro”

© Folha Nacional

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assegurou esta noite que aquilo que valoriza e lhe “dá ou tira noites de sono” é a “confiança do primeiro-ministro” e o trabalho que executa e “mais nada”.

Na audição, na comissão parlamentar de inquérito à TAP, de mais de sete horas, que decorreu esta noite, João Galamba foi questionado pelo deputado do PSD Paulo Moniz se, depois da declaração de 04 de maio ao país de Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não sentia vergonha de continuar em funções.

“Pergunta se eu acordo com vergonha. Não, senhor deputado, acordo todos os dias com o sentimento de dever e obrigação de cumprir o meu trabalho que cumpro com orgulho, sentido de dever e – espero eu – com competência. É assim que eu acordo todos os dias, faço o meu trabalho”, começou por responder.

Segundo o ministro das Infraestruturas, aquilo que ele próprio valoriza “é a confiança do senhor primeiro-ministro”, António Costa, e a capacidade de executar o trabalho, bem como o trabalho que executa.

“É só isso e mais nada que valorizo e que me dá ou tira noites de sono. Mais nada. Acredite, senhor deputado. Mais nada”, sublinhou.

Paulo Moniz tinha confrontado o ministro com as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, em 04 de maio, quando qualificou a sua discordância em relação à decisão do primeiro-ministro de manter João Galamba como ministro das Infraestruturas como uma “divergência de fundo” e considerou que essa decisão de António Costa tem efeitos “na credibilidade, na confiabilidade, na autoridade do ministro, do Governo e do Estado”.

O deputado do PSD citou ainda as declarações do chefe de Estado de quinta-feira, quando reiterou a mensagem de que o poder implica responsabilidade e afirmou que “é uma ilusão achar que se pode ser importante sem pagar um preço”.

Últimas de Economia

Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.
O CHEGA quer baixar o preço dos combustíveis e reduzir o IVA da gasolina e do gasóleo para a taxa intermédia, atualmente nos 13%.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.