“Aquilo que valorizo é a confiança do senhor primeiro-ministro”

© Folha Nacional

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assegurou esta noite que aquilo que valoriza e lhe “dá ou tira noites de sono” é a “confiança do primeiro-ministro” e o trabalho que executa e “mais nada”.

Na audição, na comissão parlamentar de inquérito à TAP, de mais de sete horas, que decorreu esta noite, João Galamba foi questionado pelo deputado do PSD Paulo Moniz se, depois da declaração de 04 de maio ao país de Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não sentia vergonha de continuar em funções.

“Pergunta se eu acordo com vergonha. Não, senhor deputado, acordo todos os dias com o sentimento de dever e obrigação de cumprir o meu trabalho que cumpro com orgulho, sentido de dever e – espero eu – com competência. É assim que eu acordo todos os dias, faço o meu trabalho”, começou por responder.

Segundo o ministro das Infraestruturas, aquilo que ele próprio valoriza “é a confiança do senhor primeiro-ministro”, António Costa, e a capacidade de executar o trabalho, bem como o trabalho que executa.

“É só isso e mais nada que valorizo e que me dá ou tira noites de sono. Mais nada. Acredite, senhor deputado. Mais nada”, sublinhou.

Paulo Moniz tinha confrontado o ministro com as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, em 04 de maio, quando qualificou a sua discordância em relação à decisão do primeiro-ministro de manter João Galamba como ministro das Infraestruturas como uma “divergência de fundo” e considerou que essa decisão de António Costa tem efeitos “na credibilidade, na confiabilidade, na autoridade do ministro, do Governo e do Estado”.

O deputado do PSD citou ainda as declarações do chefe de Estado de quinta-feira, quando reiterou a mensagem de que o poder implica responsabilidade e afirmou que “é uma ilusão achar que se pode ser importante sem pagar um preço”.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.
Comprar casa em Portugal exige hoje muito mais do que trabalhar: exige rendimentos que a maioria já não tem. Um novo estudo da CBRE mostra que o fosso entre salários e preço da habitação continua a aumentar e está a afastar milhares de famílias do mercado.
Portugal registou, no segundo semestre de 2025, o segundo maior valor da União Europeia (UE) dos preços do gás doméstico (17,04 euros por 100 kwh), expresso em paridade de poder de compra (PPC), divulga hoje o Eurostat.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou hoje o BdP.
Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar em média 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a encarecer 6,5 cêntimos.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.