“Aquilo que valorizo é a confiança do senhor primeiro-ministro”

© Folha Nacional

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assegurou esta noite que aquilo que valoriza e lhe “dá ou tira noites de sono” é a “confiança do primeiro-ministro” e o trabalho que executa e “mais nada”.

Na audição, na comissão parlamentar de inquérito à TAP, de mais de sete horas, que decorreu esta noite, João Galamba foi questionado pelo deputado do PSD Paulo Moniz se, depois da declaração de 04 de maio ao país de Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não sentia vergonha de continuar em funções.

“Pergunta se eu acordo com vergonha. Não, senhor deputado, acordo todos os dias com o sentimento de dever e obrigação de cumprir o meu trabalho que cumpro com orgulho, sentido de dever e – espero eu – com competência. É assim que eu acordo todos os dias, faço o meu trabalho”, começou por responder.

Segundo o ministro das Infraestruturas, aquilo que ele próprio valoriza “é a confiança do senhor primeiro-ministro”, António Costa, e a capacidade de executar o trabalho, bem como o trabalho que executa.

“É só isso e mais nada que valorizo e que me dá ou tira noites de sono. Mais nada. Acredite, senhor deputado. Mais nada”, sublinhou.

Paulo Moniz tinha confrontado o ministro com as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, em 04 de maio, quando qualificou a sua discordância em relação à decisão do primeiro-ministro de manter João Galamba como ministro das Infraestruturas como uma “divergência de fundo” e considerou que essa decisão de António Costa tem efeitos “na credibilidade, na confiabilidade, na autoridade do ministro, do Governo e do Estado”.

O deputado do PSD citou ainda as declarações do chefe de Estado de quinta-feira, quando reiterou a mensagem de que o poder implica responsabilidade e afirmou que “é uma ilusão achar que se pode ser importante sem pagar um preço”.

Últimas de Economia

A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
Quase metade dos participantes num inquérito organizado pela consultora QSP identificam a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
A esperança de vida à nascença aumentou para 81,75 anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual aos 65 anos a população portuguesa pode esperar viver mais 20,19 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.