Novo crédito ao consumo sobe 0,3% em junho para 638,5 milhões de euros

Os novos créditos ao consumo somaram 638,5 milhões de euros em junho, mais 0,3% em termos homólogos, mas 11,6% abaixo do mês anterior, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

 

Segundo os dados provisórios hoje divulgados pelo banco central, em junho foram realizados 123.569 contratos de crédito aos consumidores, o que representa uma quebra homóloga de 2,6% e um recuo de 11,7% em cadeia.

Os dados do banco central detalham que o valor do novo crédito automóvel somou 261 milhões de euros em junho, uma quebra de 8,9% face ao mês anterior, tendo o número de novos créditos neste segmento diminuído 8,5% para 17.427.

Já o crédito pessoal concedido no sexto mês do ano somou 273 milhões de euros, um recuo de 13,3% face a maio, sendo a maior parcela relativa a crédito pessoal “sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades” (perto de 263 milhões de euros).

Em número, os novos contratos de crédito pessoal totalizaram 37.304, uma descida de 14,7% relativamente a maio.

Considerando o crédito concedido através de cartões de crédito e facilidades de descoberto, o montante de novos contratos recuou 13,4% em cadeia, para 104 milhões de euros, com 68.838 novos contratos celebrados, uma diminuição de 10,8%.

Quanto ao número de contratos com subvenção, representou 4,6% do total de contratos de crédito aos consumidores em junho, o que compara com 5,6% no mês homólogo e 4,6% em maio.

Em valor, os novos contratos de crédito aos consumidores com subvenção representaram 5,8% do total em junho, abaixo dos 7,4% no mesmo mês de 2023, mas acima dos 5,7% de maio.

Os contratos de crédito subvencionados são celebrados entre a instituição de crédito e o consumidor, mas parte do custo do crédito é suportada por uma entidade terceira (por exemplo, o ponto de venda onde o consumidor adquire o bem financiado).

Últimas de Economia

O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.